O BLOG DA OPINIÃO BEM TEMPERADA

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Meu discurso no senado.

Vossas excelências senadores, não têm vergonha na cara?
“Péraê” como tratar como excelência quem nos trata como idiotas
Seus merdas porque isso, pra que isso?
Foram mais de mil atos secretos, meses de “trabalho” (porra que trabalho)? Mesmo assim foram Jogados fora
Tenho vergonha de ser um cidadão desse pais
Onde cansa ver que este pais esta carente de quem pensa por ele
Onde atitudes pensadas, elaboradas, planejadas e executadas só tem um sentido (me dar bem nas costas dos outros).
Pô! Senhor brasileiro seu jeca Tatu!
Acorda vamos fazer política, vamos levante nego!
Eu sei essa parada de fala de política é um saco, mas é assim que tem que ser, pois em quem você deposita sua confiança, sua esperança, esta corrompido.
Fazer política não é tão difícil defenda sua gente com dignidade respeito
Não! Não precisa ir á Brasília vá direto aos pilantras de sua cidade garanto que lá tem muitos safados.
Mew. É estranho. Uma entidade tão respeitada ética e moralmente falando como o PT se despedaçar como vem se destruindo ao passar das “merdas” jogadas na cara do povo.
Cadê a ética senhor presidente?
Cadê a vergonha na cara senhor presidente?
A moral pra onde vai?
O PT deixou de ser um ideal
Agora não passa duma montoeira de estrume da qualidade igual aos seus antigamente acusados (Sarney, Color e etc.)
Levando a uma comparação mais exata. O PT é o peso Chumbo onde uma pequena quantidade se iguala ao imenso volume de peso isopor dos outros pilantras, que os valores são os mesmos, ou seja, a mesma merda com quantidade desigual. Essa entidade já deixou de ser bem vista.

Ai ai, e agora o que fazer?

Estamos completamente carentes... Política Suja, besta, absurda, mesquinha, PILANTRA, imunda são tantos adjetivos que se por aqui o texto vai fica mais chato ainda.

Basta!

Aos “jeca Tatu” que é o povão brasileiro, pelo menos é assim que eles os vêem. Só resta um vindouro. É viver pra comer as merdas que eles fabricam.

Não consigo expor minha opinião sobre os fatos como eu queria, mas não posso deixar de dizer.

Vossa excelência presidente do senado você não passa dum grande desgraçado, safado, cafajeste, pilantra, canalha, e tantos outros nomes que na minha mente vem, espero do fundo do meu coração, que sua morte seja a mais dolorosa possível, e á dos quais te defende haha! Seja bem pior que a sua!

Tenho vergonha de ter como líder pessoas de caráter tão inferior ao caráter dum... Dum... Ser tão horrível quanto um psicopata!

LUTO pelo Brasil

Pela desgraça que é Brasília tem sido ultimamente.

Rum! Quando eu penso que já esta mudando vem o Mercadante

- Estou saindo da liderança do PT...
Passou um DIA apenas um DIA
- Me precipitei

VERGONHA! Tenha vergonha na cara senhores políticos desse pais.

Honram a historia desse pais, dessa gente

Não sejamos mais um FDP aqui no senado, em Brasília, no BRASIL!

domingo, 23 de agosto de 2009

Globo x Record: o caldo de cultura da corrupção


Há dias atrás, recebi um e-mail de um amigo. Ele fez menção à briga entre as Redes Globo e Record com a troca de acusações nos telesjornais do horário nobre. "Eu acho que nesta briga não tem mocinho!", afirmou ele. Ele dá a entender que a mistura entre religião, dinheiro, mídia televisiva, radiofônica e escrita que existe na Record do "bispo" Edir Macedo caracterizaria o que chamo de "corrupção idiossincrática" (para os leigos é aquela que se caracteriza na medida em que desrespeita a lei, os bons costumes, a ética e a moral e é idiossincrática na medida em que reage em consonância com suas convicções viciadas pelo despreso ao ordenamento da vida socieal). Em verdade, não acho apropriado empregar o termo corrupto para qualificar o sentimento religioso mesmo porque entendo que no estado democrático de direito, a liberdade religiosa é condição essencial. O problema é que no caso da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) que é a instituição controladora da Rede Record, existe mais negócio que religião. Ou por outra, existe tão somente interesses visando lucro e acumulação de riqueza.

Tudo indica que a briga entre as duas redes de televisão está centrada na disputa pela tele-audiência. Enquanto a Globo não se viu ameaçada na liderança do chamado Ibope, não havia motivo para entreveros. Mas, a equipe do "bispo" Macedo parece competente, e tem feito um trabalho capaz de ameaçar a liderança "global". Em primeiro lugar, foi feito um trabalho de reequipamento da Record que, em termos tecnológicos, nada deixa a desejar à parafernália técnico-televisiva da Rede Globo. Pior ainda: a Record tem investido no segmento da programação mais cara à Globo que são as novelas e está cada vez obtendo bons resultados. Outro ponto a despertar o rancor "global" foi a constituição da Record News, o canal de notícias 24 horas.

Para ser mais atrevida, a emissora de notícias do "bispo" foi lançada como "aberta", ou seja, tira toda a vantagem da Globo News e da Band News que são canais de notícias "fechados" que só são captados em pacotes de televisão por assinatura. A competência dos evangélicos com a Record News é notória, pois em termos tecnológicos e de programação supera as concorrentes. Tenho antena parabólica na minha residência e a Record News é um dos canais que mais me atrai a tele-audiência. Na programação das duas redes, tem horários em que a qualidade da Record bate de longe a da Globo como nas noites de domingo em que uma está com o Programa de Domingo e a outra está com o Fantástico que erroneamente recorre à teledramaturgia para um programa cujo público, nas noites domingueiras, não é noveleiro.

Não considero apropriado qualificar a Record como resultado da gestão exitosa da vulnerabilidade corrupto-idiossincrática do crente da igreja da Universal. Todo crente, seja ele evangélico, católico, espírita, judeu, budista, está sujeito a ser explorado e contribuir para distorções como a pedofilia e o homossexualismo na Igreja Católica.

Sem dúvida, está provado que a exploração da fragilidade corrupto-idiossincrática do crente que contribui compulsivamente com dízimos para IURD permitiu que os "bispos" construíssem um verdadeiro império multinacional. Esta realidade deveria ser motivo de ação do Ministério Público já que a exploração de canal de televisão é uma concessão pública e não poderia ser utilizada para o engodo público contribuinte ou de fiéis evangélicos. É por isso que tenho me manifestado quanto à ilegalidade da concessão de canais de televisão ou frequência de rádio para exploração de organizações confessionais de cunho religioso. A mistura de política, religião dinheiro e concessão de rádio e televisão já está comprovadamente caracterizada como danosa ao interesse público e, conseqüentemente, deveria ser coibida.

PS: Chamo atenção para o professoral artigo do prof. Celso Lafer abaixo transcrito em que a palavra corrupção é definida na sua origem, na sua operacionalidade e nas suas deletérias conseqüências para a sociedade. É um texto que cada cidadão deveria ler e sobre ele meditar.

CORRUPÇÃO

Celso Lafer


A palavra corrupção vem do latim, do verbo corrumpere. O significado originário da palavra é o de estragar, decompor. Na filosofia aristotélica é uma das espécies de movimento que levam à destruição da substância. Políbio, tratando dos modos pelos quais os regimes políticos mudam e, por isso, alteram a sua substância por obra do movimento da corrupção, recorre a uma metáfora esclarecedora. Indica que a corrupção, nos regimes políticos, exerce papel semelhante ao da ferrugem em relação ao ferro ou ao dos cupins em relação à madeira: é um agente de decomposição da substância das instituições públicas.

Valendo-se da "lição dos clássicos", Michelangelo Bovero, ao pensar problemas da política contemporânea, aponta os riscos do movimento da corrupção. Um dos mais significativos é o de favorecer uma kakistocracia, literalmente o governo dos piores, que abre espaço tanto para a demagogia do pão e circo quanto para a plutocracia, na qual prevalece a influência do dinheiro na gestão governamental.

Faço essas rápidas remissões à teoria política com o objetivo de realçar que o tema da corrupção vai além da transgressiva conduta individual de pessoas em esferas e rincões da vida nacional. Transcende, igualmente, a dimensão técnica do elenco de crimes contra a administração pública, tipificados na legislação penal e voltados para apenar as múltiplas formas de ilícitos de que se reveste a corrupção (peculato, concussão, prevaricação, tráfico de influência, etc.). É um sério problema de profundo alcance político. Enseja o que Raymond Aron chama de corrupção do espírito público.

A corrupção do espírito público mina a confiança das pessoas nas instituições democráticas, que nelas não vislumbram uma postura efetivamente voltada para o interesse comum. Com efeito, a corrupção é o cupim que está decompondo as aspirações republicanas consagradas na Constituição de 1988, pois a res publica - o bem comum - está sendo confundida, e não diferenciada, como na formulação de Cícero, do bem privado (res privata), do bem doméstico (res domestica) e do bem familiar (res famialiaris).

Realço o que isso significa nos dias de hoje, pois o declínio de políticas ideológicas e a complexidade dos assuntos que são da responsabilidade de um governo fazem da credibilidade um elemento fundamental da governança. A corrupção é um redutor da confiança na classe política, nas instituições e nos partidos, que tem, assim, consequências para o bom funcionamento do sistema político, pois cupiniza o seu capital simbólico.

Gianfranco Pasquino caracteriza a corrupção política como a prática de comportamentos incompatíveis com as normas que, em consonância com os valores maiores da sociedade, regulam o exercício legítimo do poder na esfera pública. Uma medida da corrupção política é a dada por todas aquelas ações ou omissões dos detentores do poder político que violam normas jurídicas gerais para perseguir interesses e vantagens particulares. Lembro que uma das virtudes do Estado Democrático de Direito é o respeito às leis e, muito especialmente, à Constituição, e uma dimensão da falta de virtude é a complacência no afrouxamento da sua força obrigatória.

Na Constituição de 1988 o artigo 37 é um paradigma de normas jurídicas gerais que regulam o exercício legítimo do poder na esfera pública. Estabelece os princípios a que a administração pública deve obedecer. Destaco o da legalidade, o da impessoalidade, o da moralidade e o da publicidade como os mais pertinentes no trato da corrupção, pois assentam os padrões de conduta que dão a vis directiva do interesse público.

O princípio da legalidade afirma que a atividade administrativa se rege pelo atendimento das normas jurídicas com base na lei, cuja finalidade é sempre a presunção do interesse público. O princípio, que fundamenta o Estado Democrático de Direito, está voltado para embargar os ilícitos da corrupção provenientes dos desmandos e favoritismos no exercício do poder.

O princípio da impessoalidade assevera que a administração pública deve tratar a todos sem distinções, em obediência ao republicano princípio da igualdade. O clientelismo das nomeações, o compadrio, o favorecimento da família, em síntese, as modalidades de corrupção provenientes da confusão entre o público e o privado, entre a Casa e a Rua - para lembrar a formulação de Roberto DaMatta - são alvos desse princípio.

O princípio da moralidade aponta para o fato de que o direito, como a disciplina da convivência humana, sempre tem como piso um mínimo ético. O princípio é a cobertura axiológica da boa-fé e da confiança que deve cercar, na relação governantes-governados, a aquisição e o exercício do poder. Por isso adensa o conteúdo jurídico das normas, cuja inobservância configura a improbidade administrativa como modalidade de corrupção que propicia a associação ilícita entre o dinheiro e o poder.

O princípio da publicidade parte de um pressuposto essencial da democracia: o público, por ser o comum a todos, deve ser do conhecimento de todos, e não ser guardado em sigilo nas arcas do Estado. A transparência propiciada pela publicidade e fortalecida pela liberdade de expressão dá aos governados condição de controle da ação dos governantes. No plano ético, está voltado para embargar as modalidades da corrupção que se escondem no criptogoverno de atividades e atos secretos, que não passam pelo teste da moralidade oferecida pelo sol da publicidade. Como dizia Machado de Assis, "corrupção escondida vale tanto como pública; a diferença é que não fede".

Neste momento, no Brasil, para a cidadania, o cheiro está insuportável.

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Celso Lafer, professor titular da Faculdade de Direito da USP, membro da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Brasileira de Letras, foi ministro das Relações Exteriores no governo FHC.



Postado por: Enrico Cardi

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

TIME IS OVER


Me surpreendi com a chegada de mais um mês de agosto, os dias demoram a passar, mas surpreendentemente as semanas voam.


24Hrs um dia, um fim de semana 48. Os lampejos nos trazem isso, indagações.Subliminares descobertas...E tivera uma dessas ao fim desse dia.


Será que os dias realmente continuam a ter 24hrs? As vezes acho que não, o sol tem se posto mais cedo.Indiscutivelmente se não fosse condicionada às horas, encerraria o meu expediente entre 15:30 e 16:00. Existe até um físico comprovando que os dias deixaram de ter todas as suas horas.Mas temos algo que comprova o contrario. O relógio.


Por mais que você afirme que é independente, ele comanda sua vida.Te impede de ficar um pouco mais na cama naquela manha com chuva. Te faz infringir algumas leis de transito, passar por alguns sinais vermelhos.Tudo por conta dele.


É por culpa dele que todos os dias pela manhã tenho que usar um creme anti idade. Que olho no espelho e já não vejo meus 17 anos estampado em minhas expressões.Expressões? Hoje são linhas e não mais singelas e "expressivas" expressões.


Há uns anos ficava surpresa por meu pai não conhecer nem curtir as musicas da cantora canadense Alanis Morrissete, por não se interessar pelos vjs da MTV e saber quem seria o primeiro dentro do disk, ( um programa com o melhor dos 10 naquele dia).Era surpreendente.


Hoje eu não sei quem apresenta o disk, não sei nem se ainda tem disk, se tiver, é provável que uma dessas bandinhas de Emo esteja entre os três primeiros colocados.Não sei o nome das bandas, em que rádios elas tocam, muito menos as suas musicas.


Ouço Nova Brasil FM o dia todo no trabalho.Agora por exemplo escrevo ao som de Paralamas do Sucesso.( antigo, mais atual, pelo menos pra mim, apesar de concordar que o Hebert Viana não tenha voz, mas sim putas composições e uma puta historia de vida). Quando vou embora,no carro costumo ouvir Mitisubish FM, toca um pouco de tudo, tudo que não é modinha.Tudo aquilo que não desaparece em seis meses, tudo aquilo que não toca o dia inteiro em outras rádios.


Não escolhi um estilo musical ao longo dos anos, (era isso que nos condicionava a ter uma personalidade definida, pelo menos pra mim, pros meus amigos, na época de escola). Simplesmente comecei a me encher de tudo que era demais. Não que eu seja alternativa e tenha aquela neura da minha musica preferida cair no gosto popular, mas no fundinho tenho. O Popular é comercial.E tudo que é comercial gira em torno dos $$$, é produzido só para venda. Eu não quero algo que venda. Quero algo que eu goste e não me importa que só eu goste. Saudades daquela época em que não existia moeda para troca. A única forma de comercialização era a troca pela troca. Escambo. Aposto que se aparecesse com um CD do NX não sei la das quantas, ninguém ia querer nada em troca. Seria objeto de descarte. Sucata. Enfim. LIXO.


Longe de mim fazer criticas, afirmo que já me peguei cantando alguns refrões, mas isso é totalmente aceitável,já que seus compositores usam uma formula que nos induz a cantarolar freneticamente cada uma de suas frases. Acho que é dai que vem o nome de uma delas, "Fresno" Fres de Frescura, No de Nociva.Frescura nociva. É deve ser.


Como eu dizia, a experiência nos tras algumas intorelancias. Sou uma intolerante passiva. Não participo de comunidades contra, não sou ativista em passeatas, simplesmente não ouço, não compro. Não gosto.


Cheguei a uma fase, onde qualquer recordação que tenho me surpreende quando paro para fazer as contas de quanto tempo já se passou. Tudo faz dez ou quinze anos. TO CHEGANDO PERTO DOS TRINTA PORRAAAAAAA...


Quando era pequena achava que quem tinha trinta anos, tinha uma vida estável com faculdade, um trabalho super bacana, dinheiro no banco, carro, casa, filhos, marido. Não sei se os tempos mudaram, mas a maioria das pessoas que conheço perto ou que já passou dos trinta, não tem metade dessa estabilidade que achava que teria. Ta eu to perto de uma formação, perto de ter um trabalho bacana, perto perto perto. Um dia eu chego la.Talvez essa instabilidade emocional passe quando estiver "perto" dos 40.


Um perto quase longe que ta muito perto de acontecer.


Já que os dias não tem fisicamente mais 24 horas, já que vejo os dias de sol através de uma janela sem poder usufruir dele, já que as minhas tardes não são mais regadas a sessão da tarde e malhação.Já que decidi plantar e colher efeitos contrários a tudo que eu queria e tinha como planos. Se é que um dia planejei algo.Já que hoje o que eu acho que quero está perto, ou longe do perto. Acabo por convir que tudo que quero é uma questão de "Tempo". Literalmente.



E já dizia aquela velha canção:



"Tempo tempo manô velho, falta um tanto ainda eu sei..."


Por: Theresa Neely