O BLOG DA OPINIÃO BEM TEMPERADA

segunda-feira, 20 de junho de 2011

CASO "CESARE BATTISTI"



O governo italiano lamentou a decisão do STF do Brasil de negar a extradição do ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos, e anunciou que levará o caso à Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia, na Holanda (Tribunal de Haia).


Battisti, de 55 anos, integrou o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), braço das Brigadas Vermelhas, grupo armado mais ativo durante a onda de violência política que atingiu há Itália quatro décadas atrás.


O primeiro-ministro Silvio Berlusconi disse em comunicado que a decisão "não leva em conta as legítimas expectativas de justiça do povo italiano e, em particular, dos familiares das vítimas".


Após conhecer a notícia, a ministra para a Juventude da Itália, Giorgia Meloni, disse que a sentença do STF representa um "golpe" nas instituições italianas e a "enésima humilhação" às famílias das vítimas.


A deputada Alessandra Mussolini, do partido governista Povo da Liberdade (PdL) - legenda de Berlusconi - afirmou que a "ofensa" sofrida pela Itália "é grande" e deve-se "fazer pagar, se necessário também em termos diplomáticos esta infâmia". "O respeito da Itália se defende não com o florete, mas com a espada", afirmou a política, neta do ditador Benito Mussolini.


A Itália pediu a extradição de Battisti ao Brasil, mas no ano passado, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva STF rejeitou conceder a extradição e determinou a libertação, que estava detido em Brasília.


Verifica-se, contudo, que este caso tem movido numerosas paixões radicais que não podem ser analisados num breve espaço. A animosidade ou, então, a objetividade duvidosa de grande parte da mídia possui um alvo preciso: o leitor de classe média e alta, aquele que se identifica com a repressão, com a qual explicava o apoio deste setor ao nazismo.


As motivações do governo da Itália, embora muito evidentes, não podem tampouco ser analisadas sem um considerável desvio do assunto principal. A posição do TSF, que tem aparecido publicamente contrário ao asilo do perseguido italiano, deve ter motivações muito complexas, de tipo social, político e psicológico, mas não poderíamos estudá-las de maneira totalmente objetiva com base em simples conjeturas.


O que faremos nesta breve análise é um exame objetivo dos fatos, colocando ênfase nas contradições, omissões, imprecisões e afirmações falsas dos setores sociais que se opõem ao refúgio dado a Battisti, ou criticam a forma em que ele foi concedido pelo ministro Tarso Genro. Para tanto, vou evitar qualquer comentário ideológico e qualquer manifestação sobre o caráter ético dos movimentos revolucionários da década de 70 na Europa. Desejo me cingir a fatos provados por fontes mediáticas, documentais ou declarações de domínio público, nos aspectos seguintes:


1) Analisar os argumentos de alguns membros do STF contra a concessão de asilo, mostrando as contradições internas dos mesmos, a inconsistência com a jurisprudência anterior, sua incompatibilidade com a tradição brasileira, e com princípios e acordos internacionais e regionais.


2) Mostrar o caráter duvidoso de que a autoria dos crimes que provocaram a condenação de Battisti seja realmente sua, como, por exemplo, no caso de duas mortes, cometidas em duas cidades diferentes, em horários muito próximos.


3) Mostrar os desvios da Convenção Americana de Direitos Humanos e toda a legislação humanitária atual, bem como dos princípios básicos de ética jurídica, dos quais um exemplo importante é a forma em que o STF deixou transparecer que sua intenção era condenar ao réu, já nos começos de 2009.


4) Analisar a violação à divisão de poderes, ao direito de ampla defesa, à garantia de julgamento isento, ao direito de resposta, e assim em diante.




Opinião de Enrico Cardi

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Como funciona o Mundo Corporativo...

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'Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava a sério no trabalho
A formiga era produtiva e feliz.


O gerente besouro estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Pouco depois, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também
uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefónicas.
O besouro ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a lamentar-se de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O besouro concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar uma carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial..
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente, a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e o controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava e cada vez ia ficando mais aborrecida
A cigarra, então, convenceu o gerente besouro, que era preciso fazer um estudo do clima.
Mas, o besouro, ao rever as contas, deu-se conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes
e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes, que concluía: Há muita gente nesta empresa!!

E adivinhem quem o besouro mandou demitir?

A formiga, claro, porque andava muito desmotivada e aborrecida.
Já viu este filme antes?
Bom trabalho a todas as formigas!!!

terça-feira, 1 de março de 2011

Criticas a Televisão






Sei que hoje, temos total poder de escolha em nossas mãos. 


Os meios de informação a que somos cercados hoje, nos oferece um leque imenso para escolha entre canais pagos, internet e revistas de variedades acessíveis para todos os bolsos.

Mas devo admitir que ainda me rendo a determinados programas da TV aberta e acabo por me arrepender na maioria das vezes.

Um pequeno exemplo é a novela das sete, TI ti ti.

Adoro assistir pela disputa de dois românticos homens por uma mulher, adoro ver o Caio Castro (Iindo) no papel de Edgar sempre sofrendo e lutando pelo amor da Marcela.

Mas meu encantamento termina quando estou como meu filho de nove anos assistindo à novela e então, eis que aparece a Cláudia Raia de calcinha e sutiã e um chicote nas mãos, enquanto faz com que Alexandre Borges rebole somente de samba canção. Ridículo.

A próxima cena já vem com a esposa do Jacque Leclair também de calcinha e sutiã tentando seduzir o marido alheio, sem falar no romance entre o Marido da Jaqueline com o Cabeleireiro.

Não tenho preconceitos, mas tenho certeza que a cena romântica entre dois homens deveria ser evitada dentro desses horários que são acessíveis a todas as idades.

Sinceramente não quero que meu filho cresça achando que o romance entre dois homens é algo natural.

Que o romance gay fique para mais tarde e não liberado para horários em que crianças em estado de formação de caráter e personalidade , estejam com seus pais assistindo à televisão.

Acho sim importante prevenir o preconceito, mas quando há idade para o discernimento do que é certo do errado.

É por essas e outras que fico cada dia mais alheia a esses veículos de comunicação que ao invés de fazerem de sua influencia alvo de evolução e cultura para seus telespectadores, utilizam se de uma programação pobre e sem o mínimo de caráter para atingirem o tão aclamado ibope.

PS: Não é pelo preconceito é pela banalidade!

#vergonha alheia


Opinião de Deborah Domingues