O BLOG DA OPINIÃO BEM TEMPERADA
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Reengenhaira do tempo

O que eu quero é correr atrás do meu futuro

Ter tempo pra trabalhar, ter lazer e estudar.
Mas o tempo já não mais consegue suportar

Tantos e tantos minutos passado, e nada produzido.
“O seu peão, ‘oreia’ seca, se não produzir mais em menos tempo será mandado embora”.

O tempo realmente tenta roubar a principal virtude da vida, o sonhar.

Ah o tempo

Não tenho tempo pra mais nada

Fonte: Google

E mesmo assim, alem de trabalhar, estudar e ter lazer, agora preciso mesmo é me cuidar.

“A vida esta insuportável às pessoas vivem correndo, Vinicius de Moraes dizia: tende piedade do colosso desporte que anda correndo nadando pra morte.”

Ontem o grande desafio era passar entre pessoas desconhecidas, e notar que estas desconhecidas pessoas podiam ser meus futuros amigos ou até mesmo inimigos.
O tempo passado jamais será o tempo presente tão pouco o futuro.
As pessoas que nunca vi não tiveram a oportunidade de me conhecer.
Somente quem me conhece sabe quem eu sou.
Como respeitar o desconhecido?
Este desconhecido que me ve todos os dias.

“Sobreviver é fácil o difícil é ter vida é viver.”

A lógica mais clara entre as lógicas é o tempo
Todo mundo tem seu exato tempo
A única objeção desse tempo empregada na vida é saber o seu ponto final, a morte chega e não avisa.
Mas sabendo-se que a morte é o ponto final no tempo da vida
Ou se faz ou deixa-se fazer

“A vida não cabe mais em vinte e quatro horas, isso ta um inferno”.

Hoje tem gente que troca uma noite de sono por um prato de comida, e quem não tem um prato de comida vai trocar o seu tempo por quê? Por drogas?

É completamente incrível se levar na lógica: as coisas mais caras do mundo são as coisas exclusivas, raras. E o absurdo é este é vender muito barato o seu tempo.
Cada tempo é único e exclusivo de cada pessoa.

O que mais me espanta é vender o tempo por tão pouco
É o perder da matéria-prima da vida
Por uma lógica

Estou correndo atrás...
Atrás de que?

Reengenharia do tempo...

Estudar melhor o meu tempo é uma lógica muito atraente.



Escritora e Feminista Rosiska Darcy de Oliveira. Vale à pena conhecer as suas obras em especial Reengenharia do tempo.

Por: Luan Julio

terça-feira, 12 de maio de 2009

A bailarina e sua beleza inexistente


Ao dançar envolvente, hipnotizaste, ela brinca com sua imaginação.

Entra na sua mente, fazendo conflitar o certo e errado.

Suspirando ao pé do ouvido a musica que ao fundo toca

Levando ao indago da existência, entre o certo e errado.

Ao jogar suas pernas no ar, ela brinca com seus suspiros, que já é maestrosamente comandada pelo olhar vibrante e centrado, porfiando sua concentração.

Como uma montanha suspensa, despenca pra lá e pra cá como se fugisse dos sopros da tempestade.

A musica tocada ao fundo contrasta com o ruflar dos tambores, numa batida e sopro dos ventos temperados da tempestade formada pela temperatura terrestre.

Frio, calor, nevoa, chuva...

Todos opostos num mesmo local.

O picadeiro, transforma-se no cenário que a mãe natureza sutilmente esculpirá, trazendo a realidade os pensamentos hipnotizado que dantes brincará.

Agora estamos todos despidos de vergonha vivendo a imaginação imposta pela Bailarina. Num jogo sinuoso onde todos paralisados, são obrigados a ver situações dantes nunca imaginadas.

São colocados e apresentados frente a frente um Deus e seu filho jogado ao fogo do inferno.

Comum num ar de sarcasmo, o filho pergunta ao pai:

Pai porque me abandonaste?

O Pai com sua ira, que assustará todos em sua volta lhes diz.

Meus filhos eu jamais abandonei um semelhante meu.

E então rapidamente a Bailarina linda com curvas de seu corpo esculpida delicadamente pelo criador, toma sua real forma e lhes diz:

 há há Somos todos Iguais?

Onde um pobre mendigo será comparado a um rei?

Sou um mendigo porem dantes a minha forma espantosa e fedida.

Sou a linda bailarina que lhes seduz.

O pai retruca.

Fiz-te como meus semelhantes...

Calado! O filho lhe grita com o ódio vivo em seu olhar.

E rapidamente o cenário que antes era um picadeiro se torna um grande tribunal de julgamento de pena de morte, sombrio e medonho.

Então o filho mais novo lhes diz.

Meu pai me abandonou para que possa derramar na humanidade meu sangue e lhes perdoarem pelos males dantes causados uns aos outros.

E rapidamente o primeiro filho grita.

E porque meu pai?

Porque me abandonaste...

Meu pai?

Porque minha ação não agradou? Mandou-me embora do seu paraíso, por que somos obrigados a viver como um súdito apenas obedecendo às ordens dadas jamais vivendo livre?

O pai naquela encruzilhada, sem saber o que dizer fica em silencio, e a platéia que assiste num ar de quem quer ver o circo realmente pegar fogo mandam-lhe uma vaia.

E o filho da um sorriso sarcástico.

O pai logo assume a postura correta e mais acertada na hora e lhe põem um castigo, transforma-o novamente na bailarina dançante.

Já com um gingado irritante, parecendo estar dançando por milênios. O filho retruca olhando ao seu irmão.

E você covarde, deixou um irmão seu ser escorraçado por milhares de anos, sua reputação foi de traidor... E você sabendo de tudo isso não fora capaz de defendê-lo?

Depois quem leva a fama de salvador é você?

Quando ao tratar do Senhor todo poderoso; qual dos tantos nomes que te chamo que o senhor me atendera?

Seus filhos educados sem, ao menos poder expor suas idéias entre certo e errado, hoje com a modernização onde tudo de ontem é ultrapassado...

Sem respeitar a ordem real das coisas...

Coloco frente a Frente Pai e filho, terá coragem de enfrentarem-se?

E nenhum ruído se escuta no infinito palco de justiça.

E o filho, que expõem sua opinião depois de alguns milhares de anos rapidamente fora se transformando em bailarina novamente e seu publico como quem acabará de viver um sonho real, com o corpo moído doloroso como quem acabará de ser atirado nas paredes do inferno por todas as direções, alguns levando as mãos ao rosto, com a expressão de “o que é mesmo que se passa”.

Assustam-se quando todas as luzes se acendem, a bailarina num jogo de luz e fumaça..

Some.

As pessoas ali se sentem realmente num inferno onde todos os sentidos estão perdidos e vagam, sobre as cores quentes e frias nebulosamente impossíveis de se notarem.

Quando se escuta ao fundo um grito, feminino e infantil.

Mamãe, cadê você?

O que está acontecendo?

As pessoas voltam cada uma a sua consciência e se dispersam.

A garota que antes perdida, encontra-se com a bailarina.

E pergunta.

 Você é o papai do céu?

Você é mais linda do que a bailarina que no meu quarto gira...

Filha somos todos iguais pais e mães você é o que seus avós já foram e o que seus netos vão ser...

Uma arvore antes de dar fruto passa por um ciclo...

Antes do Fruto vem a flor.

Antes da flor a arvore

Antes da arvore a semente

Antes da semente o fruto.

Antes do fruto vem à flor e assim completa-se ciclo...

Pai e Filho nunca se Afrontam, mesmo que um deles seja covarde...

Ao falar de amor, sempre veja antes o olhar de quem passa a ter falta do amor, pois viver sem o amor de um pai é viver na escuridão, clara, fria e quente do inferno.

Dançamos, vibramos com o gingado da bailarina da beleza inexistente. 

Por: Luan Júlio

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Morador de Rua e seus Plenipotenciários.


Quando acordo ainda vejo o verde do mato azul do céu, o branco das nuvens e o vulto do beija flor.

Às vezes ainda vejo as cores do arco-íris depois da chuva. Que fez purificar o azul e o branco do céu

Mas onde vivo?

Vivo na metrópole onde pessoas mortas são obrigadas a viver por entre espaços inabitáveis, dissipando o dispensado consumindo o consumido subordinados a só um vindouro sem grandes promessas, sem futuro...

Onde o preto o marrom o cinza e todas as cores mortas, frias geladas estão tomando conta do vermelho do amor que presente num coração..

 Sangra.

Em todo escuro a sempre uma pequena suplica de. 

Me ajude

E passamos à frente sem ao menos saber o que se passa.

E eles só buscam a cor branca da paz.  E muitas vezes vivem em ambientes frios medonhos com o ar de verde’lho?  O ar da esperança?  Vivem, em volta de árvores mato e estes mesmo estão ao centro de Automóveis que se movem pra lá e pra cá.

Num gesto dançante, irritante que os mais cultos e sábios e pensadores não o dispensam.

Em contraposto.  Esta o Opulento, que fica em suma rica mansão com as mesmas variedades de cores de seu opositor.

Com seu rico jardim onde as flores recebem tratamento de majestade.

Onde os seus aposentos recebem cuidado de infectologistas.

Onde a temperatura é realmente temperada!

E esses.  Já tentou pedir-lhes ajuda?

Não da é impossível, pois os mesmos são podres sem espírito.

Sem compaixão sem o amor

Que cujo silencio de sua sala de estar, mata....

 Transborda a tristeza ao não chegar de sua visita...

Estão sozinhos?

 Não eles jamais estão

Acompanhados...

 Eles os comem uns aos outros andam sobre fezes, alimentam-se do morto do desprazível e sorriem sobre urina de seus lacto bacilos vivos.

 A podridão é seu recinto. Eles são incapazes de se notar

E seu lugar de descanso? É o cemitério.  Onde os minúsculos e invisíveis seres vivos os tornam iguais aos seus oponentes.

De quem vos falo?      Do rico e do pobre do honesto e do terrível corrompido.

Isto é o Morador de Rua e seus Plenipotenciários.

Onde estamos agora?  Vivendo uma revolução de pelintras mesquinhos sobrevivendo de um suor não dele retirado!

Metrópole aos seus moradores menos dignos financeiramente só resta um vindouro

 é um futuro de morte!

 Pois jamais serão iguais aos seus Opostos, pois a dignidade esta longe bem longe de ser uma qualidade de um plenipotenciário!

Eles não têm cor alguma!

Por: Luan Júlio